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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Thunder

Quer conhecer uma história de superação, força, determinação, vontade de viver e de fazer viver?
Então continue lendo que vou lhes contar a história do meu querido Thunder!
O Thunder foi resgatado junto com sua maninha, numa quarta-feira (22) do mês de julho, com 3 meses (mas tamanho de 1 e meio) de uma acumuladora, ela possui em sua residência uma média de 30 gatos, dentre eles uma boa parte são fêmeas não castradas... Há nesta casa um tipo de Herpesvírus, responsável por causar uma doença muito conhecida por uns, que é a Rinotraqueite. Este vírus se multiplica em alguns lugares, um deles é o olho, e no Thunder afetou o olho direito, deixando uma membrana branca (como se fosse uma pele).
Ficou na Clínica Felinne Cat Care, aos cuidados das Vet’s Renata e Carine, além de chegar meio cego, pesava 400g apenas....



Na semana que a Carol resgatou os dois bebês, eu tinha aula e não estava na clínica para conhece-los, na segunda-feira (27) cheguei na clínica para continuar as tarefas do meu estagio. E quando chego na enfermaria para ajudar a Vet. Carine a limpar e organizar as coisas, dou de cara na gaiola mais alta com 2 gatinhos. Uma super ativa, brincalhona tigradinha.... coisa mais querida!
E com um gurizinho que agora pesava 320g, mal respirava, com uma infeção no olho direito, de longe era possível contar suas costelas e até suas vertebras (!), não se levantava, não mexia a cabeça, não tomava água ou comia... estava lá, apenas sobrevivendo.

O dia passou e nada desse menino melhorar, no final da tarde conversando com as Vet’s Renata e Carine, me disseram que ele talvez não passaria daquela noite. Sem pensar duas vezes pedi se podia tentar dar patê para ele e leva-lo para casa comigo. Que eu cuidaria dele.
E assim fiz, trouxe ele para casa, um gatinho ruivinho e mirradinho, acordei todas as noites daquela semana a cada duas 2hr para alimenta-lo, colocando em sua boca pequeninha uma seringa de 3ml com patê... e que briga foi para fazer esse piá comer! Chegou o final daquela semana e eu tinha que ir para casa (pois como já comentei estudo em Ijuí/RS mas minha família, namorado e amigos estão na minha cidade natal) e deixei o Thunder com 400g, mais ativo, com menos dificuldade de respirar, aos cuidados da Carine e da Carol.

Sei que ambas cuidaram super bem do meu polaquinho, mas por algum motivo na madrugada de domingo para segunda, ele piorou, tirou o sono e lagrimas da mãe Carol!
Naquela segunda eu voltei para Ijuí, pois iniciaria um novo semestre na universidade, e na parte da tarde fui dar uma passadinha na clínica para dar uma olhada no ThunderCat! Quando cheguei, falei com ele e ele se levantou, abriu os olhinhos e miou para mim, peguei ele no colo e assim ficamos. Mais tarde, fiquei sabendo que se ele não tivesse reagido ao me ver, ele seria sacrificado... Dando início assim, a guarda compartilhada do Thunder!
Elas me contaram que ele estava como na semana passada, apenas sobrevivendo, e tinha voltado ao peso de 300g... Falei com as minhas amigas e colegas de apartamento para leva-lo pra casa e cuidar dele, durante o tempo que ele precisa-se de medicação. E precisou, de muita... muito amor, muito carinho, muitas noites acordando para alimenta-lo, ensinar a fazer as necessidades na caixinha, o ganho de peso, aprender a comer sozinho...
Cada conquista era um pulo, um sorriso e lagrimas de alegria! E ai, ele não mais sobrevivia. Ele vivia!

Com o tratamento ele melhorou, mas a replicação desse vírus (maldito) começou a afetar o olhinho bom dele! E lá se fomos nós, um projeto de veterinária, duas veterinárias e uma amante e protetora dos bigodugos, quebrar nossas cabeças para pensar o que fazer para salvar os olhos do Thunder e ele!
Até que um dia, pensando cá com meus botões, resolvi pedir ajudar para a Vet. Rochana, da Chatterie em Porto Alegre/RS, conversei com ela, contei a história do Thunder de forma resumida, mandei fotos e ela me indicou um tratamento novo para ele. E assim foi, mais 21 dias de tratamento. Passados estes dias, meu gorducho melhorou e muito! Ficando só aquele olhinho que já estava praticamente perdido.

Nesse meio tempo o meu pelancudo me deu um susto, e começou a miar para fazer xixi! Fizemos exames de sangue e de urina, e encontramos cristais na urina do pequeno... e estamos tratando disso também.
Aqui no apartamento recebemos uma notícia desagradável, teremos que nos mudar, e assim o Thunder não pode mais ficar comigo... então falei com a Carol para que ela ficasse com ele, porém por ela ter perdido de forma trágica e inesperada os dois bigodudos dela num espaço muito curto tempo. E não faz muito tempo, então ela não se sentia preparada para adotar outro bichano...
 E o Thunder ficou comigo, entre alguns dias posando na Carol, mas a maior parte do tempo comigo...  Semana passada a Carol me pediu se podíamos doar o Thunder para um casal de Porto Alegre, que cuidaria bem do meu pitoco... Mas ele é meu pitoco, não podia ver ele com outra pessoa a não ser eu ou a Carol.
Ontem ele foi consultar com uma Vet. Oftalmologista, e terá de fazer uma cirurgia para retirar aquela pelezinha do olho e a Dra. irá avaliar se o olhinho tem função ainda, e se não tiver mais retirará o olho, e meu polaco virará um piratinha! Para realizarmos esta cirurgia vamos fazer uma ação entre amigos, e conto com a ajuda de vocês!
Ontem (23) foi um dia muito difícil, foi o dia que resolvi doar o a Thunder de vez para a Carol, e encerrar o termo “guarda compartilha” tornando-o em “guarda única”. Não tenho um pingo de dúvida da escolha que fiz, pois sei que ele será extremamente bem cuidado, terá a Bella (uma siamesa com cara de louca! Hehe) para brincar!

Hoje eu agradeço muito, as Vet’s Renata e Carine da Felinne Cat Care e a Vet Rochana da Chatterie, por me ajudar com o tratamento e salvar a vida do ThunderCat! E as minhas amigas de apartamento por tê-lo aceitado!
E principalmente a Carol, por ter resgatado ele, e me dando a oportunidade de conhecer, ficar, ajudar a salvar e arcando com boa parte das despesas do meu Pelancudo (coisa que eu não teria condição!)




Muito obrigada por lerem!

3 Comments:

CLAUDIO STREPPEL said...

Parabéns pela história, filhota.

tábata streppel said...

Obrigada Pai

Unknown said...

Nossa! Que lindo! Parabéns pela dedicação.
Eu moro em apt. e tenho 4 gatos que são meus xodós. Também resgatei 2 irmãos e 2 filhotinhos abandonados em um ponto de ônibus, onde sofriam maus tratos. Eu os levei para um abrigo temporário onde há mais 19 gatos. Estou cuidando de todos, já sararam 2 do abrigo que estavam com problemas respiratórios. Agora tem mais uma com o mesmo problema, outro com problemas para fazer xixi, e dois com sangue nas fezes. Chamei uma veterinária e já comecei o tratamento deles. A dona dos gatos é meio desligada. Vou duas vezes por semana ajudar na limpeza. É isso. Quem ama esses bichanos faz tudo por eles.

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